American Hustle


"Sometimes, all you have in life are fucked-up, poisonous choices."

Rosalyn Rosenfeld in American Hustle


Todos temos um momento que gostaríamos de eliminar.


O criminoso Irving Rosenfeld, acompanhado da sua parceira britânica e sedutora, Sydney Prosser, é forçado a trabalhar para Richie DiMaso, um agente do FBI. Acabam por entrar no mundo dos políticos, poderosos e da máfia.


Este é um filme que nos faz reflectir sobre as nossas escolhas.

Todos temos um momento que gostaríamos de eliminar.

Não existem pessoas humildes que não se arrependam de uma qualquer simples escolha ou acção que tenham feito.

Como diz Rosalyn durante o filme "às vezes, tudo o que temos na vida são más escolhas envenenadas".


Embora com um cariz "documental" ou "real" e dramático, American Hustle é uma comédia interessante e divertida sobre o poder das escolhas. Sobre o poder e o querer sempre mais.

Por vezes, manter os pés assentes na terra é bem melhor do que ficar sem eles.


Muito bem realizado e com excelentes actores, percebo agora o porquê de estar nomeado para os óscares.

Não é mais um filme sobre gangsters ao bom modo italiano (embora também eles apareçam).


Claramente um filme cheio de referências, e que vive um pouco delas.

Existe uma cena no museu que me relembra um pouco do F for Fake de Orson Welles.

Afinal o que é falsificar. Não será toda a obra uma falsificação da mente do seu autor?


Este filme pode, como diria Shrek, ser uma verdadeira cebola. Cheio de camadas e possíveis interpretações.


Para além da história, tenho que falar da fotografia e da banda sonora. Um bom filme de época com uma excelente música original (e outras bem conhecidas) a acompanhar o ritmo.


Vale o tempo que o "perdemos" a ver.

7*

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