Gone Girl
"What are you thinking? What are you feeling?
What have we done to each other? What will we do?"
by Nick Dunne in Gone Girl
David Fincher fá-lo outra vez.
A sua esposa desaparece e Nick vê-se envolto no circo mediático. A atenção vira-se para ele quando se suspeita que ele pode não ser tão inocente assim.
David Fincher consegue novamente.
O aclamado realizador cria assim mais um espetacular filme.
Inspirado num livro, o cineasta consegue transpor toda essa atmosfera para o grande ecrã.
Um filme sobre sentimentos e relações. Esta é a primeira sensação que temos.
Casais, discussões, amores e desamores.
A verdade é que o filme é mais profundo que isso e, numa segunda camada é muito mais sobre os novos media. Nos tempos que correm qualquer coisa pode causar uma notícia sensação.
E depois o poder das notícias.
A televisão controla a mente das pessoas. Se nos disserem que o mundo está prestes a acabar porque um pato chocou uma pata com peste negra que está a disseminar pelo mundo e vai extinguir-nos, nós acreditamos.
O filme é sobre o mediatismo levado ao extremo.
Na minha opinião o que o Correio da Manhã faz em Portugal, mas com uma escala muito menor (graças da Deus).
Rosamund Pike é uma actriz fabulosa e a máquina por detrás de todo o filme. A brutalidade com que interpreta a personagem vai certamente garantir-lhe (pelo menos) uma nomeação para Óscar.
Nine Inch Nails são os responsáveis pela ambiência que se vive no filme. Normalmente isto é responsabilidade da direcção de fotografia e iluminação, mas neste caso a música comanda a vida. O grupo consegue aqui criar uma atmosfera imensamente sombria e tensa. Reparem, quando virem o filme, que nas cenas mais românticas a atmosfera é negra e quando há mais tensão a música é estranhamente lamechas. Uma banda sonora absolutamente genial que quem gosta de cinema e música não vai perder.
9*
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