Gravity
"Because either way, it's going to be one hell of a ride! I'm ride."
Dr. Ryan Stone in Gravity
E que viagem!
Uma médica engenheira e um astronauta trabalham juntos para sobreviverem a um acidente que os deixa à deriva no espaço.
Uma premissa tão simples como esta.
Uma viagem pelo espaço.
E que viagem!
Um filme sobre a sobrevivência humana.
São 91 minutos de ansiedade, ataques cardíacos, roer as unhas e ranger de cadeiras.
Não é que seja uma história incrível.
Mas também não é só mais uma aventura no espaço (como outra que George já protagonizou).
O mais incrível neste filme é a maneira como a história é contada, os efeitos visuais e, principalmente, o som. Tudo neste filme é muito bom, mas o som é fenomenal.
Todos sabemos que no espaço não existe ar, logo não existe som.
Contudo, é a primeira vez em que não ouvimos as explosões ou o som do espaço.
O realizador e sonoplastas tiveram a inteligência e a coragem de nos fazer ouvir apenas aquilo que os personagens ouvem. Criaram, desta forma, um ambiente rico e único que nos absorve e emerge completamente.
A banda sonora é também ela a continuação deste ambiente, conduzindo-nos pelo espaço.
Voltando à história, este é um filme sobre a sobrevivência humana.
Nenhum de nós pensa na morte, até que chega o momento em que a encaramos. Estamos preparados?
Impossível saber. Mas uma coisa é certa, não nos vamos entregar sem dar luta.
Um filme sobre arriscar, porque na pior das hipóteses, mais cedo ou mais tarde, vamos acabar por morrer.
Já não me lembrava de sentir este aperto no coração. O verdadeiro suspense.
Acho que, se ainda por cá estivesse, o Hitchcock ia gostar desta película.
Um filme verdadeiramente estonteante. Não me lembro de ver nada como isto.
Realmente incrível.
A claustrofobia no amplo. A sonoridade no silêncio.
O pânico na solidão.
A vida é uma viagem. Não uma corrida. Na verdade não queremos chegar à meta, o que importa é o caminho de ida.
Boa viagem.
10*
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