Nightmare Alley (2021)


"People Are Desperate To Tell You Who They Are. Desperate To Be Seen." - Pete


Mais um filme no multiverso Del Toro.

E que bom.


Nightmare Alley, ou o Beco das Almas Perdidas, é exatamente isso. O ascender e inevitável cair de uma alma há muito perdida.

Todas as almas perdidas precisam de se encontrar, ser vistas, de se reconhecer.

O filme tem duas partes. Uma sobre ascensão e sobre amor; e uma segunda sobre dinheiro e queda.

Sem spoilers, adorei a cena final do filme e como nos transporta para o início, como se o ciclo daquela alma não se conseguisse nunca quebrar.


Um elenco de luxo, conduzido de forma exímia por Guillermo del Toro que conta esta estória da forma como só ele sabe, encontrando beleza no horrífico. Uma fotografia e cor muito boas, dentro do seu universo, que faz lembrar a saga BioShock.

Um filme depressivo e escuro, muito mais "real" (ou menos fantástico) do que nos habituou.


Demasiado grande? Não me parece.

Não é fácil contar a história de uma alma perdida, e dar tanta empatia aos personagens em menos tempo do que este.


Nathan Johnson rapidamente nos transporta para aquele tempo e para aquele universo com a banda sonora. Com uma orquestração irrepreensível, o tom escuro e de suspense é perfeito. Conseguimos ouvir o toque do relógio durante todo o filme.


Fiquei curioso para ver o Nightmare Alley de 1947 e perceber as diferenças na narrativa.


8*

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