The Book Thief



"Primeiro, as cores. Depois, os humanos. Em geral, é assim que eu vejo as coisas.

Ou, pelo menos, tento. Eis um pequeno facto: Vocês vão morrer."

Morte in A Rapariga que Roubava Livros



Contudo não é um filme sobre morte.


Estamos na Alemanha pré-guerra de Hitler. Liesel é a rapariga. De mãe judia é adoptada por pais alemães. Estes juram protegê-la e a um judeu que mantêm na cave.


A Rapariga que Roubava Livros não é um filme sobre Nazis.

Não é um filme em que aprendemos a matá-los.

Passa-se no coração da Segunda Grande Guerra.

Contudo não é um filme sobre morte.


Claro a morte está sempre presente, mas para nos falar sobre vida.


Esta é uma história que nos ensina o significado das palavras. Da vida. 

Mostra-nos como amar. Como nos mantermos fortes. 

Faz-nos rir. Chorar. Corar. Ter medo, mas acima de tudo como o enfrentar. 


Uma história sobre o poder da escrita e das palavras. 

Como um escritor deve escolher as suas palavras ao invés de usar as dos outros.


Um história que nos faz pensar na morte e encará-la, mas com um sorriso nos lábios.

Não é sádico. É apenas a morte. Uma personagem "simpática e justa" presente no filme de cada um de nós.


Confesso que receei que não conseguissem, no filme, passar a personagem mais fascinante do livro: a própria morte. Mas fizeram-no muito bem.

Faltam muitas coisas claro, mas a essência está toda aqui. Cinco horas de filme talvez não chegassem.

Tudo neste filme é genial.

A história, as personagens, os actores, a fotografia, o cenário, a banda sonora.


A edição insere-nos no mundo criado por Markus Zusak.

A ideia de que até as coisas mais horríveis podem parecer poéticas.

É um dos nomeados para o Óscar de Melhor Banda Sonora deste ano. Mais uma vez, John Williams a mostrar porque é o melhor. Podem ouvir um bocadinho aqui.


A vida é para ser vivida até ao último sopro.

Se estamos com medo, cantemos uma canção.

Contemos uma história.

O amor ultrapassa todos os males.

De certeza que "até a mãe do Hitler gostava do seu filho."


8*


O livro mais bonito que já li. Um dos filmes mais emotivos de sempre.

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