The Grand Budapest Hotel
"You see, there are still faint glimmers of civilization left in this barbaric slaughterhouse that was once known as humanity. Indeed that's what we provide in our own modest, humble, insignificant... oh, fuck it."
by M. Gustave in The Grand Budapest Hotel
Genialmente criativo.
The Grand Budapest Hotel narra as aventuras de Gustave H, o lendário concierge do famoso hotel europeu, e Zero Moustafa, o lobby boy que se torna o seu mais confiável amigo.
Um mundo paralelo inspirado num mundo real.
Uma história de amor onde cabem várias histórias de amor.
Um argumento surreal.
Um escritor e as suas inspirações.
Um argumentista e o mundo que o rodeia.
Wes Anderson faz o que domina. Cria um mundo imaginário inspirado na História Mundial.
Ele junta os actores num método soma e segue. Quem se junta a ele uma vez, fica para sempre.
Se me dissessem que pode ser feito um filme com dezenas de personagens eu diria que está errado. Mas depois de ver este filme acredito que é possível.
Todas as personagens têm um papel a desempenhar. Papel este que parece escrito propositadamente para cada actor.
Robert D. Yeoman é o director de fotografia. Os planos parecem ser feitos com régua e esquadro.
Os movimentos são tão fluídos que parecem ter sido ensaiados com os actores durante meses. Não há um plano em que, mesmo depois de todos os movimentos, todas as personagens ou acção não fiquem centradas. A cor acrescenta ainda uma maior realismo e ao mesmo tempo fantasia a todo aquele mundo surreal.
Alexandre Desplat dá ainda mais vida à fita com uma excelente banda sonora.
Entre o suspense, o policial e o fantástico notam-se as várias inspirações do compositor.
Num filme que não para, a música teria que ter a mesma forma.
Rápida e inquietante é mais um dos trunfos deste inacreditável filme.
Se não acreditam podem ouvi-la aqui.
Todas as cenas do filme são mágicas. A narrativa inicial demora a arrancar, mas este é o tempo essencial para nos envolvermos naquele ambiente.
Diálogos fascinantes.
Muito humor. E principalmente físico.
Os palavrões não são necessários, mas quando aparecem fuck it, são de mais e estão no sítio certo.
No final do filme vi que foi adaptado de uma obra.
Não conheço, mas de certeza que o filme faz jus à mesma.
É simplesmente genial.
10*
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