The Lost Daughter
'We are obliged to do so many stupid things. From childhood even.' - Female Hiker (The Lost Daughter)
Um tango entre passado e presente.
Desconfortável qb.
Mais uma história sobre a maternidade, mas pelo lado negro e sufocante.
Quando cheguei à sala de cinema senti que algo não estava certo.
O ecrã parecia mais pequeno.
Quando o filme começou percebi porquê. O formato do filme não era o habitual retângulo (16:9), e também não era o quadrado (4:3), parecia mais "apertado", um 1.66 : 1 .
Até no formato Maggie Gyllenhaal fez a escolha acertada. Este formato que não nos é natural faz com que nos sintamos claustrofóbicos desde o incício, tal como a personagem.
Olivia Colman é, como sempre, incrível. Arrasta-nos para a vida de mais uma personagem com um passado e vida reais.
A banda sonora de Dickon Hinchliffe é também muito boa e ajuda-nos a entrar no mundo daquela mãe que alongou uma depressão no tempo e se revê no mundo paradisíaco e cruel que a rodeia.
8,5*
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