The Man Who Killed Don Quixote (2018)


“Try to keep up with the plot." "There's a plot?"


O Homem que Matou D. Quixote é muito divertido e alucinado, não viesse do Sr. Gillian.

Após duas décadas de confusões finalmente conseguimos ver o filme. Valeu a pena a espera? Acho que sim.

O plot do filme é tão confuso como a sua produção e como a cabeça do D. Quixote e é isso que faz dele brilhante.


Um filme em que a curva seguinte é quase sempre inesperada e em que a maior parte das coisas que acontecem não precisam de justificação para acontecer.

E agora, um burro;

E agora, “ninguém está à espera da inquisição espanhola”.


Terry Gilliam conta-nos uma história super atual (até tem um oligarca russo!) sobre o desespero criativo. Toda a narrativa é caótica. Se não fosse um filme sobre este personagem talvez não fizesse sentido, assim não precisamos de mais justificações. Com este caos narrativo o realizador transporta automaticamente o espectador diretamente  para a mente de um possível D. Quixote.

Um filme menos sério e mais “monty pithonesco”. 

Uma série de sketch’s numa narrativa quase fragmentada como a cabeça do Quixote.

Mas é, para mim, uma injustificação justificada.


Uma crítica também as produções Hollywoodescas em que o dinheiro vale sempre mais do que qualquer outra coisa; um mundo violente e corrupto. 


Jonathan Pryce está brilhante no seu papel. Adam Driver também. E todo o restante cast está à altura da confusão.


Roque Baños consegue também uma banda sonora muito especial que nos transporta para a Espanha Medieval com só um acorde de guitarra.


Aguardei pelas cenas gravadas em Portugal para tentar perceber a polémica. Várias coisas estão misturadas, existe apropriação cultural? Acho que toda a confusão é justificada mais uma vez pela ideia de que o personagem é isso mesmo. Uma confusão de ideias e pensamentos.


Gostei muito.


9*

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