The World's End




"Face it, we are the human race and we don't like being told what to do!"

Gary in The World's End


Sem sombra para dúvidas um dos filmes do ano.

Pelo menos é a comédia do ano.


Cinco amigos reúnem-se para tentarem algo inacabado. A famosa maratona da borracheira rumo ao "Fim do Mundo", o último bar da rota.


Mesmo que não seja isso o mais engraçado, não quero desvendar o princípio, meio ou fim do filme.

Sem palavrões fora do contexto ou humor estúpido, "The World's End" é genial.

Esqueçam Ressacas ou comédias do Adam Sandler. Estes senhores assemelham-se em tudo aos Monty Phyton. Desconstroem o mundo e humor de uma forma sádica e verdadeiramente britânica.

Preparem-se para rir do início ao fim.


Há uma cena em que eles entram em um dos bares que me faz lembrar o "Shaun of the Dead".


A fotografia é excelente (se puderem vejam em HD ou Bluray).

O som está muito bem conseguido.

A edição ajuda a dar ritmo ao filme e a avançar aquilo que não interessa. Ou a exagerar o que interessa.

Em relação à banda sonora, enquadra-se perfeitamente.

Em relação à escrita, Simon Peg e Edgar Wrigth são fantásticos. Cada palavra foi vista e revista para que tudo bata certo. Para que cada conversa seja um poço de gargalhadas. Estes rapazes escrevem mesmo o que lhes apetece, como se referem numa das últimas frases do filme.


Pierce Brosnan (007) e David Bradley (Harry Potter ou aquele filho da mãe que ordena o Red Wedding) também se juntam à festa, mostrando o seu lado britânico.


A lição a tirar não é a de sempre. Não temos que nos tornar adultos. Não temos que ficar para sempre crianças.

Temos é que viver a vida que bem nos apetecer e como bem quisermos.


Afinal de contas, "nós somos a raça humana".


9*

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