Turning Red
'People have all kinds of sides to them. And some sides are messy. The point isn't to push the bad stuff away. It's to make room for it, live with it.' - Jin (Turning Red)
Finalmente um filme da Disney que aborda a adolescência (especialmente das meninas)!
A maior crítica que tenho ao filme é não ter saído numa sala de cinema, podendo perder o impacto que deveria ter; por outro lado, estando imediatamente disponível para consumo caseiro chega muito mais rapidamente aos corações de todos.
Para começar falar do incrível e criativo trabalho da realizadora. Depois de Bao (curta metragem), consegue aqui um filme que lhe vem do coração e que é impossível de nos passar ao lado.
Turning Red aborda a puberdade de uma forma que eu não pensava a Disney (ainda que através da Pixar) ter coragem de o fazer, começando pelo título.
O filme fala das primeiras paixões, excitações e outras confusões da adolescência, explicando que é normal mudarmos e que devemos aceitar essa mudança. Um filme para crianças e pais verem em conjunto, sem vergonha. Uma descomplicação das conversas embaraçosas que se deviam ter sem complexos.
Identifiquei-me especialmente com a mãe galinha que só quer que a filha esteja bem, esquecendo-se que devemos confiar nos pais e filhos, e às vezes dar um pouco de espaço e força na aceitação da mudança.
A banda sonora é genial.
Ludwig Goransson já mostrou repetidas vezes que consegue fazer de tudo. Temas muito bonitos e que misturam de uma forma incrível o Pop, a sonoridade chinesa e o presente.
Somado a isto Billie Eilish e o irmão O'Connell, provavelmente inspirados em BSB e NSync compõe músicas muito divertidas que nos põem imediatamente a cantar.
Muito divertido!
7,5*
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