Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022)
"Every Night, The Same Dream, And Every Morning, The Same Nightmare"
E não sei como não tive pesadelos.
É difícil falar de um filme destes sem fazer spoilers, mas vou tentar.
Colocamos os óculos 3D (IMAX). O filme começa. As pernas começam a tremer. O chão foge. A primeira vez que me senti a cair numa sala de cinema.
O filme começa assim, sem se justificar. O que é ótimo, porque já conhecemos as personagens (será que conhecemos?). E faz uma introdução perfeita ao que vamos ver: um filme de aventura e magia, com muita ação e que não pára.
Sam Raimi consegue aqui uma mistura incrível de fórmula Marvel com magia e terror. É um filme mais arriscado, sem medo de ter que se justificar.
Com uma fotografia e cores muito bonitas (e diferentes) este é um filme diferente, e talvez por isso não esteja a ser tão aclamado. Os movimentos de câmara são incríveis; os cortes entre universos executados na perfeição. E a primeira viagem entre universos... ufa! Que viagem inacreditável esse minuto de saltos - tantas referências, tantas formas e fórmulas diferentes. Se isso foi um teaser para a possibilidade do multiverso, então venha ele.
Ainda sobre os aspetos técnicos, Danny Elfman consegue acompanhar toda a loucura de uma forma mágica que só ele sabe. Aquela batalha com notas/música clássica é genial.
O "multiverso da loucura" é um título mais profundo do que à primeira vista parece. Não estamos apenas perante a confusão do que pode ser este novo universo da Marvel, mas o multiverso de emoções, incluindo "loucura" ("multiverse of madness" funciona melhor) que passamos quando não estamos bem.
Embora seja um filme sobre Doctor Strange, é Elizabeth Olsen quem se sobressai. Sob um manto de terror dissimulado e imaginativo, Sam Raimi consegue aqui a proeza de criar um filme "assustador para maiores de 13".
Não é o melhor filme da Marvel, mas (ao contrário das críticas) está muito longe de ser o pior. Eu gostei.
7*
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