Thor: Love and Thunder (2022)

"The only ones who gods care about is themselves."
O novo filme do Thor não é terrível nem incrível.
É um filme seriamente divertido, não fosse realizado por Taika Waititi.
O realizador consegue, mais uma vez, falar de assuntos bem sérios como a adoração a Deuses (deixando bem claro a sua opinião), sempre com um toque de leveza como já nos habituou (por exemplo em Jojo Rabbit).
Ainda assim, existem alguns momentos em que o "soco no estômago" passa com demasiada leveza; talvez uns segundos a mais entre seriedade e piada ajudassem a ligarmo-nos mais às personagens.
A premissa inicial é boa; e ficamos com mais vontade de ver Christian Bale a chacinar Deuses, contudo não é isso que o filme nos dá.
Taika opta antes por contar a história de Thor Jane Foster. O problema é ela não ser a personagem principal, o que acaba também por lhe retirar importância.
O melhor do filme é mesmo a cinematografia e a direção de arte.
Tem alguns momentos em que a fotografia cumpre o papel, mas tem outros onde se destaca; como é o caso do asteróide onde vive o vilão do filme. Durante cerca de meia hora a sala de cinema passa a preto e branco e ficamos imersos na cena.
A banda sonora fica perdida no meio dos Guns N' Roses; talvez por ser meio genérica, talvez por ser mal aproveitada em proveito dos temas mais conhecidos. Não sei; mas foi um trabalho desapontante de Michael Giacchino, que nos tem habituado a coisas melhores (por exemplo o último Batman).
Não é uma obra de arte, mas também não é suposto. É um filme sobre um Deus controlador de trovões.
Entretem-nos e faz-nos rir, mesmo nos momentos mais sérios.
Vão ver ao cinema e julguem por vocês próprios.
6 estrelas
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