Spider Man Across The Spider Verse (2023)
“I didn't want to join a band, so I started my own.”
Spider Man Across The Spider Verse é, para mim, o melhor filme de homem aranha de sempre, mesmo. E provavelmente um dos melhores filmes de super heróis de sempre.
Começamos pela história. Na continuação do primeiro filme da saga da Sony Animation, este continua a seguir a jornada de Miles Morales na evolução do seu Homem Aranha.
Neste capítulo, um novo vilão surge de uma forma diferente. Farto de ser alvo de chacota, até por parte dos heróis, o personagem, irritado, tenta contrariar estas ideias tornando-se no pior vilão do mundo. Esta premissa fez-me pensar em como, por exemplo, o bullying pode transformar qualquer pessoa na pior pessoa do mundo; muito ao estilo de Batman e Joker, que basta um dia mau para nos transformarmos num herói ou num vilão.
Voltando ao filme, mais uma vez, Miles é transportado para o multiverso das pessoas aranha, de várias dimensões. Neste filme ele redefine o que significa ser um super herói, uma pessoa que toma as próprias decisões e acredita que nem tudo está decidido e que podemos lutar por diferentes destinos.
Um filme feito com o coração.
Em todos os diálogos e momentos sentimos isto. Não há nenhuma cena que seja menos bem conseguida. Com a diversão e piada típicas de qualquer homem aranha, mas muito sério nos momentos em que o tem que ser.
Tal como diz uma das personagens, "não quis juntar-se a uma banda, então começou a sua própria". Esta frase parece ser dita pelos criadores do filme (ou da saga Spider Verse). A verdade é que os dois filmes têm uma linguagem muito própria e diferente de tudo o que alguma vez vi.
A animação é inacreditável! Com mistura de estilos, cores, sentimentos, facetas, personalidades. Mais uma vez a Sony Animation consegue surpreender e revolucionar a animação global e mais comercial.
Quando falamos de filmes "mais pequenos" é muito comum sermos surpreendidos com diferentes tipos de animação, mas em filmes de grande escala e grandes estúdios não é comum.
A forma incrível como o cenário e as cores se moldam aos sentimentos e emoções de cada cena é de louvar. Isto é a capacidade da animação que tem sido posta de lado pelos estúdios grandes, que tentam transformar a animação num filme realista, ao invés de a utilizarem para produzir grandes histórias e momentos que, noutros formatos, é menos possível.
Somado à incrível animação, temos a fotografia do filme que também é muito boa. Já podíamos esperar isto dos cartazes e trailer: aquela imagem do Miles e Gwen, de cabeça para baixo, olhando uma Nova Iorque invertida é muito boa. E conseguem manter essa qualidade durante todo o filme.
Daniel Pemberton está também de parabéns. A banda sonora é emocionante, em crescendo, conseguindo misturar os vários estilos de cada personagem num comboio de emoções coeso e cheio de personalidade.
Em suma, este filme que não acaba, promete ser uma porta para uma revolução da animação industrial e também deste Universo Aranha que a Sony tanto quer apostar.
Um filme 10 em 10 que merece ser visto e revisto no cinema e em casa.
Eu cá vou esperar ansiosamente que saia nas plataformas de streaming para o rever.
Até lá, já sabem, vejam filmes e sejam felizes!
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