The Flash (2023)
"You want to get nuts? Let's get nuts."
Na verdade, não sabia o que esperar deste filme.
Estava muito expectante, mas a verdade é que a DC tem ficado muito aquém do esperado.
Fui totalmente supreendido. Inspirado na comic Flahspoint, que tem um tom bem sério, este filme consegue as duas coisas. Não sei se já "comandado" por James Gun ou não, a verdade é que é superior a todos os outros do DCU (estou a excluir o último Batman).
Flash perdeu a mãe quando em criança. No dia que antecede mais um julgamento do pai, que foi acusado de a ter morto muitos anos antes e se encontra na prisão, o super herói descobre que consegue correr mais do que o tempo e tenta voltar ao passado para salvar a mãe; o que desconhece são as implicações das viagens temporais.
Vamos começar pelo princípio, a cena de abertura. O personagem é aqui apresentado de forma brilhante, através de uma cena de ação repleta de CGI e outros personagens; é extremamente divertido e ao mesmo tempo contextualiza o universo e o carácter do personagem nesse mesmo mundo. A realização é boa, arriscada em muitos momentos, mas sabe que o é; consegue brincar com tudo o que foi feito pela DC até agora sem magoar e sempre de forma séria e divertida, bem ao modo de James Gun.
O primeiro e segundo atos do filme são bons, mas no final parece que acontece tudo muito rápido; o vilão é derrotado demasiado rápido, talvez para darem tempo aos cameos, que parecem ter sido feitos com amor.
Ezra Miller é um ator incrível. Contracena consigo próprio em grande parte do filme, conduzindo dois personagens bastante diferentes. Se não tinha ficado convencido com o ator em Justice League, ele mostra-nos a sua insanidade e genialidade enquanto artista. Somado a esta prestação, Ben Affleck e Michael Keaton estão muito bem nos papéis de Batman. Com características bem diferentes, ajudam a construir a narrativa de forma segura, interpretando um Batman capaz de assegurar a ação e ao mesmo tempo passar para segundo plano quando Flash é o protagonista. De Super Girl não podemos dizer muito porque, embora pareça uma boa atriz, a personagem é muito secundária, não tendo nenhum arco e arrisco dizer, relevância para a história, a não ser justificar um vilão, que poderia ser outro qualquer.
O menos incrível do filme é a fotografia. Está ok para um filme de super heróis, mas depois do último Batman, já não espero menos do que muito bom para os filmes desta marca. E também os efeitos visuais. Assumiram o 3D como complemento às cenas de ação talvez para resolver todos os problemas que o filme teve com o casting desde logo na primeira cena; não é distrativo e acabamos por aceitar, mas não deveria acontecer num filme com tamanho orçamento e estrutura.
Falemos das coisas melhores, a história foi muito bem aproveitada, com momentos nostálgicos incríveis; nunca pensei ouvir o tema do batman de Danny Elfman no cinema, e esse momento foi incrível! De parabéns também Benjamin Wallfisch que consegue uma banda sonora genial. Misturando referências de todos os filmes do passado da DC, bem como de Back to the Future, Blade Runner, e outros filmes com multiversos e viagens no tempo.
Em suma, Flash é um 7,5.
Como filme é bom, vale a pena ver no cinema, mas acaba por não ser o ponto de viragem que o DCU precisava, porque na verdade, não conduz a lado algum; ou, dependendo da interpretação de cada um, pode até colocar de lado Ezra Miller, atirando-o para um universo paralelo de onde não sairão mais histórias.
A ver vamos o que o futuro nos reserva.
Até lá, vejam filmes e sejam felizes!
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