Transformers: Rise of The Beasts (2023)

 


"Don’t forget to laugh at all their jokes. White people love that sh!t."


Transformers o Despertar das Feras é bem diferente de tudo o que a saga de carros falantes nos tem dado.


Consegue ser ao mesmo tempo mais sério e mais divertido do que todos os outros (que vi). Não vi o Bumblebee, mas este é muito superior a todos os do Michael Bay. Apesar de ser tecnicamente muito bom e com cenas de ação espetaculares, a história é superior aos antigos da saga.


Steven Caple Jr. é o realizador deste “Transformers: Rise of the Beasts” uma aventura que acontece em 1994. Presos na terra há uma década, os Autobots tentam descobrir uma maneira de regressar a casa, Cybertron.

Entre vários problemas, a premissa maior mantém-se: a salvação da Terra e dos humanos; só que desta vez conseguem fazê-lo a um nível mais intimista e pessoal, através da história dos dois irmãos. Claro que é apenas uma justificação para aterrarmos de cabeça em algumas cenas de ação, mas pelo menos tem uma história interessante para nos sentarmos, rirmos e comermos pipocas.

Dito isto, a premissa não é incrível, mas é boa o suficiente para nos prender a atenção ao ecrã do início ao fim do filme. Uma das coisas menos positivas do filme são mesmo as Feras, que estão, na minha opinião, mais no título do que no ecrã.

O filme começa da mesma forma que todos os outros, narrado pelo Optimus Prime, e, embora cliché, eu gosto dessa fórmula, que, para quem não viu nenhum dos outros filmes, percebe logo que os grandalhões têm sentimentos e gostam de filosofar sobre a vida e a humanidade.

O melhor do filme foi, para mim, Mirage. O personagem consegue criar uma ponte perfeita entre robôs e humanos, tirando no final do filme que é só uma fusão estranha. Entre piadinhas e cenas de ação, o personagem rouba todas as cenas em que entra.


A fotografia é ok, a banda sonora também, mas a presença do hip hop dos anos 90 a acompanhar algumas das cenas ajuda a elevar a fasquia da franquia. Ao contrário de dezenas de outros filmes de super heróis, aqui a música funciona e encaixa no ambiente em que a história se passa.


Consegui ver o filme em IMAX 3D e tecnicamente continuo a ficar surpreendido. O CGI está bastante melhor do que nos outros, embora com algumas falhas; mas o som está perfeito. A sonorização de coisas que vêm apenas da imaginação de alguém continua a maravilhar-me.


Por tudo isto considero este Transformers um sólido 6 em 10.

Se este será um filme isolado ou o início de mais uma trilogia não sabemos, mas enquanto esperamos já sabem, vejam filmes e sejam felizes!



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