Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutant Mayhem (2023)



“We’ve prepared our whole lives for this.”



E parece mesmo que sim. O novo filme das tartarugas ninja é muito bom.


A sinopse do filme não é complicada. Ainda ninguém conhece as tartarugas e elas querem dar-se a conhecer; a única forma de serem aceites por nós humanos, que destruímos, afastamos e exprememos tudo o que desconhecemos é salvarem o mundo, para não termos uma má imagem delas e ficarmos, à partida, agradecidos.


Jeff Rowe consegue aqui um filme fora da caixa, co-escrito por ele próprio e outra mão cheia de argumentistas, incluindo Seth Rogen.

O filme é em primeira instância uma crítica ao ser humano e uma ode à família, não fosse um filme sobre quatro irmãos que vivem nos esgotos de Nova Iorque.

Este é um filme feito com amor, e nota-se. Não perde tempo, agarra as audiências de todas as idades, é coeso, os atores que dão as vozes aos personagens são perfeitos e a comédia é refrescante. As tartarugas têm piada e sabem que têm piada. Mas também conseguem ser sérias. O filme faz muito bem as pausas nos sítios certos e os gags estão todos no sítio.


A animação é incrível. Vivemos mais uma revolução deste mundo. Spider man foi apenas um abrir de portas para tudo o que se pode conseguir quando se arrisca e se anima com o coração. Elevar a animação a sensações e sentimentos só com rabiscos, desenhos de crianças e cores arrepia-me e deixa-me feliz. É bom que estes estúdios “menos grandes” arrisquem e nos tragam estórias boas e novas, mesmo que com personagens antigas; e com técnicas novas.


O menos bom do filme é a banda sonora, que apesar de muito divertida quando são canções, é demasiado básica quando é só música. E isso é a única razão de não ter dado o número máximo de estrelas a este filme.


Portanto aqui ficam 8 estrelas para este primeiro (porque não me parece ficar por aqui) TMNT. 


Aconselho a todos a verem no cinema.

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